“A vida”
É aos berros, soando a melodia,
Que, das entranhas de Mãe, sai a esperança,
E para lá desta hora, homem, é um dia,
Passa o tempo, a história conta e o mundo é criança.
Abrem-se caminhos na Terra ou no Mar,
Brincou, aprendeu e o trabalho agora cansa,
A vida ameaça o fim, é preciso renovar,
Constrói-se o lar, ama-se e nasce uma criança.
E o tempo gera e, do que passa, vem outro novo,
Nada se fixa, tudo se renova e o tempo avança,
Multiplicando-se, faz da história nascer um povo,
Que vem dum Pai, duma Mãe e da vida duma criança.
Gabriel Rito
Agosto de 1975